Escala de proficiência e a qualidade da educação

Por: Dandara Rodrigues Dos Santos                                                                                               Bolsista do Programa de Educação Tutorial                                                                                     Licenciatura em Pedagogia- UFBA

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       O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), é constituído por avaliações de grande escala, tem o intuito de diagnosticar o sistema educacional brasileiro, a fim de contribuir para a melhoria do ensino.  O Saeb propõe mudanças em diversas dimensões, tais como: as formas de financiamento, o currículo e a avaliação educacional.

      A metodologia da avaliação em grande escala adotada pelo SAEB organiza e utiliza as escalas de proficiência, que possibilita comparar resultados de desempenho dos alunos ao longo dos anos, usando vários itens de uma mesma disciplina para testar os conhecimentos da amostra de alunos pertencentes a um município, estado ou pais.

         A avaliação da escala de proficiência é constituída por duas áreas de conhecimento: Língua Portuguesa e Matemática, sendo que a primeira tem 10 níveis e a segunda tem 13 respectivamente. Para a compreensão referente ao nível que a escola ou município se encontra é necessário conhecer a média de proficiência.

      A escala de proficiência determina o grau de desempenho dos discentes, que deve ser interpretada para que seus níveis tenham o caráter pedagógico. Os níveis explicitam as competências e habilidades exigidas para cada etapa educacional.

É importante saber qual o significado do nível 250 na escala de matemática do Saeb, média da distribuição da 8a série, em termos do que os alunos sabem e são capazes de fazer nesta área de conhecimento. Somente assim pode-se fazer um juízo de valor se essa média é adequada para expressar o que os alunos da 8ª série deveriam dominar (KLEIN; FONTANIVE, 2009, p. 3).

         A citação concretiza a relevância de ter conhecimento sobre os níveis da escala de proficiência para poder interpretar adequadamente as habilidades e competências dos alunos.  A interpretação é a parte mais importante da avaliação de grande escala, é realizada depois da construção da escala de proficiência e fundamenta-se na análise dos resultados obtidos. Cada nível possui itens que define a proficiência dos alunos em torno daquele nível.

     É válido ressaltar que a interpretação é cumulativa, ou seja, as habilidades dominadas em um nível envolvem todos os conhecimentos dos níveis anteriores. A interpretação dos resultados obtidos pelo SAEB acontece através de esquemas dedutivos, nesse sentido é necessário observar o desempenho da escola, município ou estado na escala de proficiência. A Escala aponta os resultados por meio de uma média de desempenho dos educandos.

           Segundo Klein e Fontanive (2009), o primeiro nível interpretado na escala de matemática é 125, o qual representa um nível insuficiente de proficiência e o último nível máximo é 425. Já na Língua Portuguesa o primeiro nível interpretado é 125 que também demonstra um índice insuficiente na escala de proficiência, até o nível 375 que é considerado o nível máximo.

          As escalas são diferentes, por que envolvem as particularidades de cada etapa da educação básica, por exemplo: a análise dos níveis do 5° ano é diferente da análise realizada na média dos níveis do 9° ano do ensino fundamental. A diferença ocorre, porque pressupõe-se que os educandos do 9° ano possuem mais conhecimentos se comparado  aos do 5° ano.

       As Escalas de proficiência são indicadores da qualidade da educação brasileira, que permitem aos sistemas de ensino perceberem o desenvolvimento do seu trabalho e as dificuldades enfrentadas pelos alunos, para tentar superá-las buscando a melhoria educacional.

Referências

BONAMINO, Alícia. FRANCO, Creso. Avaliação e política educacional: o processo de institucionalização do saeb. Rio de Janeiro, 1999. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/cp/n108/a05n108.pdf >. Acesso em: 16 jan 16.

IMAGEM: http:// gestaoemrecursoshumanos.blogspot.com.br/2010/11/os-principais-tipos-de-avaliacao-de.html .

INEP. Relatório técnico do Sistema Nacional de Avaliação Básica-SAEB, Brasília. INEP/Ministério da Educação, 2003. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (INEP) [online]. Disponível em: <www.inep.gov.br.> Acesso em: 26 Jun 16.

KLEIN, Ruben. FONTANIVE, Nilma. Alguns indicadores educacionais de qualidade no brasil de hoje. São Paulo, 2009.

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2 respostas para Escala de proficiência e a qualidade da educação

  1. Isa Bastos disse:

    Gostei muito da temática abordada em seu texto! Mostra a relevância da escala de proficiência para a avaliação do ensino na educação básica – dos discentes, dos docentes , das instituições de ensino e do sistema educacional como um todo – permitindo averiguar o trabalho que está sendo feito e o que precisa ser melhorado a fim de garantir a qualidade do ensino.

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