O bullying e as relações interpessoais dentro do contexto escolar

Por: Dandara Rodrigues dos Santos                                                                                               Bolsista do Programa de Educação Tutorial                                                                        
Licenciatura em Pedagogia-UFBA

 

    A violência é um problema complexo que se estende exageradamente na sociedade contemporânea.

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      Lopes (2005) destaca uma das violências que ocorrem com mais visibilidade na sociedade: a violência juvenil denominada por ocorrer entre pessoas com a faixa etária de 10 a 21 anos de idade.

Quando abordamos a violência contra crianças e adolescentes e a vinculamos aos ambientes onde ela ocorre, a escola surge como um espaço ainda pouco explorado, principalmente com relação ao comportamento agressivo existente entre os próprios estudantes. A violência nas escolas é um problema social grave e complexo e, provavelmente, o tipo mais freqüente e visível da violência juvenil (LOPES, 2005, p. 164).

      A citação nos leva a reflexão sobre o papel que a escola precisa assumir frente ao problema da violência que é um problema universal, considerando que ela é denominada como um dos ambientes em que esses comportamentos agressivos aparecem com frequência. Compreendo que o contexto escolar (escola, alunos e comunidade) precisa buscar algumas alternativas, a fim de minimizar as consequências graves provocadas por uma forma específica de violência denominada bullying.

   Há vários tipos de violência que trazem consigo diversas consequências tanto para o agressor quanto para a vítima. O bullying é uma espécie de violência que se caracteriza como conjunto de atitudes agressivas, repetitivas e intencionais praticadas por um sujeito ou grupo. Geralmente causa sentimentos de dor, desconfiança e angústia em suas vítimas.

      O bullying pode causar consequências a todos aqueles incluídos no processo: agressores, vítimas e observadores.

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     Saliento que, em algumas escolas geralmente o bullying é percebido pela equipe educacional como algo “natural”, o que influencia negativamente no tratamento e cuidado necessário para reverter o quadro. Essa visão de naturalidade compromete o âmbito escolar, que precisa ser sadio com relações interpessoais harmônicas, já que a escola também é responsável pelo desenvolvimento ético e moral dos seus alunos.

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   A pessoa que sofre agressões repetidas continuamente é denominada de alvo.  O alvo muitas vezes não reage, ou seja, e tende a se calar diante da situação. A passividade do alvo é marcada pelo contexto sócio-histórico do sujeito e nem sempre nos é fácil identificar a sua origem. Mas as consequências da passividade do alvo do bullying podem comprometer e muito sua relação com a escola:

O medo, a tensão e a preocupação com sua imagem podem comprometer o desenvolvimento acadêmico, além de aumentar a ansiedade, insegurança e o conceito negativo de si mesmo. Pode evitar a escola e o convívio social, prevenindo-se contra novas agressões. Mais raramente, pode apresentar atitudes de autodestruição ou intenções suicidas ou se sentir compelido a adotar medidas drásticas, como atos de vingança, reações violentas, portar armas ou cometer suicídio (LOPES, 2005, p. 167).

      Os autores do bullying são caracterizados como alunos como que apresentam comportamentos antissociais. Geralmente, os autores são mais fortes fisicamente que o seu alvo e sentem prazer em submeter sua vítima a situações de stress. Mas, por outra lado, pesquisas têm demonstrado que tais autores:

     São menos satisfeitos com a escola e a família, mais propensos ao absenteísmo e à evasão escolar e têm uma tendência maior para apresentarem comportamentos de risco (consumir tabaco, álcool ou outras drogas, portar armas, brigar, etc) (LOPES, 2005, p. 167).

   Os observadores, que algumas vezes se divertem ou simplesmente não interferem por medo de represálias por parte do autor.

   Todas as pessoas envolvidas no processo do bullying sofrem consequências que podem ser físicas, emocionais, sociais, cognitivas e psicológicas.

 

Referências:

ALBINO, P; TERÊNCIO, M. Considerações Críticas Sobre o Fenômeno do Bullying: do conceito ao combate e à prevenção. Porto Alegre, 2012. Disponível em: < http://www.mprs.mp.br/areas/biblioteca/arquivos/revista/edicao_02/vol1no2art4.pdf>. Acesso em: 17 fev 16.

LOPES, N. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/jped/v81n5s0/v81n5Sa06.pdf>. Acesso em: 02 fev 16.

 

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