AMBIVALÊNCIA

Por: Ana Maria Nunes de Sousa

 

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Existem dois tipos de afetos básicos que são pertinentes à vida afetivo-emocional de todo e qualquer ser-humano, que são: “o Amor e o Ódio”.

 Ao dirigirmos a uma única pessoa, a algum objeto ou mesmo a uma situação com sentimento de amor e ódio, denominamos este tipo de sentimento de AMBIVALÊNCIA. Essa capacidade de amar ou odiar vai se manifestando conforme o ambiente onde a criança inicia seus primeiros anos de vida, podendo o amor sobrepor ao ódio, fortalecendo assim o afeto positivo.  A primeira relação de ambivalência é sempre da criança para com a mãe ou com o adulto que cuida dela logo após seu nascimento, estabelecendo dai, uma ligação afetiva de relevante importância para sua saúde psíquica.

A ligação afetiva se apresenta na criança, durante os dois primeiros anos de vida, como uma tendência para aproximar-se de certas pessoas, ser receptiva aos cuidados que essas pessoas lhe dispensam e sentir-se bem e sem medo junto a elas (PILETI, 1999. Apud, LEPRE, Bauru,2008.  p.27).

PALACIOS e HIDALGO (2004), com semelhança expõem:

Durante esses primeiros anos da infância, o principal contexto no qual a grande maioria das crianças cresce e se desenvolve é a família. À medida que avançam no desenvolvimento, as crianças vão tendo acesso e participando de novos contextos e, como conseqüência, vão aparecendo novas fontes de influência no desenvolvimento da personalidade. A escola e a família se transformam, então, nos dois contextos mais influentes voltados para a configuração da personalidade infantil; os pais, os professores o grupo de iguais irão transformar-se nos agentes sociais mais importantes e decisivos durante esses anos (Apud, BRUST, Londrina, 2009. p.21-22).

É muito comum encontramos a ambivalência em ambientes familiar e escolar. Todo educador pode amar ou mesmo odiar um determinado aluno, dependendo do procedimento deste para com o professor, e também como este aluno se relaciona social e afetivamente com seus colegas de classe ou até mesmo com as outras pessoas da instituição. O professor deve sempre procurar evitar atitudes ríspidas, gritos, palavras grosseiras, certos tipos de preconceitos para todo e qualquer dos seus alunos, pois atitudes desta natureza poderão acarretar para a criança problemas coma sua auto-estima.

O afeto Ambivalente é determinado de forma inconsciente, não se escolhe possuí-lo por alguma pessoa, situação ou coisa. Para que se entenda como este se desenvolve no inconsciente das pessoas, se faz necessário um estudo de psicanálise com esse indivíduo.

[…] O “pai” da Psicanálise é o médico austríaco SIGMUND FREUD!Uma das grandes descobertas realizadas por Freud foi a do INCONSCIENTE. O ser humano é determinado por processos que desconhece e, esses processos, fazem parte do inconsciente.SER E SENTIR-SE AMADO SÃO AS BASES PARA UMA VIDAPSÍQUICA SADIA! Sentir-se amado e protegido, inicialmente pela mãe, depois pelo pai e ainda por outras pessoas da família, proporciona ao ser humano bases para um bom desenvolvimento afetivo. (LEPRE – MEC/Brasil. Bauru,2008, p.28).

Para toda e qualquer criança a escola é sempre uma continuação do seu lar. A escola possui grande e significativa responsabilidade social e cultural, na contribuição para a formação e o desenvolvimento dos seus educandos. Conforme SOUZA, (1970):

Para que haja um desenvolvimento harmonioso é importante satisfazer a necessidade fundamental da criança que é o amor. (…) O professor, na sua responsabilidade e no seu conhecimento da importância de sua atuação, pode produzir modificações no comportamento infantil, transformando as condições negativas através das experiências positivas que pode proporcionar. Estabelecerá, assim, de forma correta, o seu relacionamento com a criança, levando-a a vencer suas dificuldades. (Apud, BRUST, Londrina, 2009. p.21)

Todo professor possui o dever de conhecer e entender os diversos conteúdos que se relacionam com a educação, para que possa desenvolver com qualidade o trabalho educacional ao qual se dispõe a executar na formação de cidadãos participativos, críticos, reflexivos e transformadores.

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Referências:

LEPRE, R. M. Desenvolvimento humano e educação: diversidade e inclusão. In: CAPELLINI, V. L. M. F. (org.) Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental. Bauru: MEC/FC/SEE, 2008. Disponível em: <<http://www2.fc.unesp.br/educacaoespecial/material/Livro3.pdf>> Acesso em: 28 mai 2014.

BRUST, J. R. A Influência da Afetividade no Processo de Aprendizagem de Crianças nos anos iniciais do ensino fundamental. Monografia – Universidade estadual de Londrina, Londrina, 2009. Disponível em: <<http://www.uel.br/ceca/pedagogia/pages/arquivos/JOSIANE%20REGINA%20BRUST.pdf>> – Acesso em:  28 mai 2014.

 

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Uma resposta para AMBIVALÊNCIA

  1. Marcos Machado disse:

    Show, Ana! Seu artigo ficou muito bom! Gostei de conhecer (um pouquinho) mais esta informação.

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