Práticas de Leitura na Escola

Por: Caroline Silva

A leitura na escola

O presente estudo tem a finalidade de analisar, por meio do livro: “Aula de Português – encontro e interação” da autora Irandé Antunes (2003), a concepção e as práticas de leitura que são desenvolvidos na escola.

A pesquisa buscou compreender que a aprendizagem da escrita, acontece através do contato que os alunos devem ter com diversos tipos de textos e que as atividades de leitura precisam ser prazerosas e possibilitem aos alunos conhecer o mundo por meio da leitura como prática social.

O trabalho de leitura na escola ainda é uma atividade mecânica de decodificação da escrita. As aulas de leitura ainda se apresentam desinteressadas, sem função e não se concentram em ensinar a leitura como prática social. Logo, uma leitura que é mecânica não possibilita, segundo a autora Irandé Antunes (2003), um “encontro” com ninguém do outro lado do texto. Nesta perspectiva as atividades de leitura são puramente escolares, convertidas em momentos de treinos e de avaliação, cuja interpretação se limita a recuperar os elementos literais e explícitos do texto.

A escola ainda não se importa com o trabalho de leitura em sala de aula, pois acredita que o ensino de uma gramática que ainda é, fragmentada e descontextualizada deve ser privilegiado. Logo, as práticas de leitura na escola, são incapazes de suscitar nos educandos a compreensão das múltiplas funções sociais da leitura.

O conceito de leitura

Segundo Antunes (2009), a leitura é parte da interação verbal escrita, enquanto implica a participação cooperativa do leitor na interpretação e na construção do sentido e das intenções pretendidas por quem escreve o texto.

O objetivo da leitura é fazer com que o aluno busque novas ideias, conceitos, dados a cerca das coisas que lhe despertem interesse. Nesta perspectiva, a atividade de leitura na escola precisa ser prazerosa, pois o trabalho com a leitura complementa a atividade de escrita.

A atividade de leitura deve permitir que se compreenda o que é próprio da escrita formal dos textos, pois é pela leitura que os sujeitos aprendem o vocabulário, os padrões gramaticais peculiares à escrita e a forma de organização e apresentação dos diversos gêneros textuais.

Nesse sentido, a leitura envolve diferentes processos e estratégias, que não dependem apenas do contexto linguístico, mas também do contexto extralinguístico.

A leitura como prática social

A prática de leitura na escola deve ser uma atividade que possibilite a produção de diversos tipos de textos e a aprendizagem das regularidades próprias da escrita.

A leitura na escola precisa ser funcional e prazerosa para os educandos. Logo, é papel do professor promover a prática de leitura em sala de aula, despertar nos alunos o interesse pela leitura, possibilitar aos educandos compreender o aspecto global de um texto e que a atividade de leitura não seja apenas uma atividade de treino e avaliação.

Desse modo o objetivo da prática de leitura na escola, é proporcionar aos alunos textos variados, que circulam socialmente, para que adquiram novas ideias, conceitos, informações e sejam capazes de produzir textos eficazes.

Referências

ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. 2 ed. São Paulo: Parábola, 2009.

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