EJA

EJA: DIVERSIDADE E PLANEJAMENTO

 A Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional em seu artigo 37 declara que: “A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria (BRASIL, 1996).” Esse é um conceito “engessado” que temos através da LDBEN sobre a EJA. Porém iremos neste texto conhecer um pouco mais sobre essa modalidade que é tão rica em seus diversos aspectos e como é importante um planejamento e escolhas de práticas pedagógicas que estejam voltadas particularmente para essa clientela.

     A EJA é em sua história um campo aberto e diverso. Diversidade esta que vai da heterogeneidade dos sujeitos contemplados nesta modalidade: jovens e adultos com suas especificidades etárias, seus diversos níveis de escolarização e principalmente suas diferentes trajetórias humanas. Até os diversos agentes, métodos e instituições que oferecem essa educação.

     Tão grande diversidade e especificidades devem ser levadas em conta no momento em que profissionais da educação pensem e formulem um currículo e atividades de avaliação para esses sujeitos. Sujeitos esses que devem se sentir participantes e motivados no processo de ensino e aprendizagem.

     Por isso levar em consideração os conhecimentos que esses alunos trazem e tratá-los com respeito não negando essa bagagem e repertório de saberes é uma prática que deve está presente nos lugares onde a Educação de Jovens e adultos acontece. Não infantilizar e relacionar os conteúdos tidos como formais com o cotidiano desses alunos faz com que os mesmos se sintam agentes ativos dessa modalidade de ensino que não é somente transmissão de conteúdos, mas de formação para à vida.

     Neste sentido Loch (2009), cita que é importante que o planejamento do trabalho pedagógico seja pesquisando sobre a vida desses jovens e adultos, tornando esses autores e participantes do planejamento. Incorporando ao currículo processos culturais, históricos, políticos, econômicos e sociais que constituem o seu tempo e as contradições presentes na sociedade, na cultura popular em que esses indivíduos estão inseridos. Somente assim, estes atores do processo educativo da modalidade EJA construirão constantemente conhecimentos sobre si mesmos, sobre os outros e o sobre o mundo.

     Singularidade, diversidade e especificidades são elementos que fazem parte da essência da EJA, que é um campo que envolve uma educação humana. Consequentemente, é relevante que o educador que atua nessa modalidade e aquele que ainda está em formação tenha esse olhar reconfigurado para a Educação de Jovens e Adultos – um olhar voltado para uma educação que respeite a diversidade e que vislumbre estratégias de aprendizagens significativas e para a vida.

 

Referências:

LOCH, Jussara Margareth de Paula. Planejamento e avaliação em EJA. In:______________. EJA, planejamento, metodologias e avaliação. Porto Alegre: Mediação, 2009. (atual. ortog.) p. 15 – 35.

ARROYO, Miguel González. Educação de jovens – adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

BRASIL, Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional- LDB, 1996.

 

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